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Será Culpa Do Transporte Coletivo?

Será culpa do transporte coletivo?

Os dias passam, a pandemia continua, a COVID-19 se espalha, a população banaliza a doença, encara os casos e óbitos apenas como números, grande parcela da sociedade não cumpre os protocolos de segurança, usar máscara para o quê? Valendo-se do: comigo e com os meus nada acontece, somos imunes.

 

Esta pandemia nos foi trazida a jato, literalmente, pelo retorno de viagens feitas aos Estados Unidos e Europa, e que nos trouxeram os primeiros casos desta doença. Condomínios horizontais fechados e bairros como os Setores Oeste, Marista e Bueno foram responsáveis por quase a totalidade dos casos iniciais, lotando os leitos dos hospitais particulares, principalmente os mais renomados.

 

Hoje a COVID-19 se esparrama pelos bairros periféricos, levando incertezas, dor e novos óbitos, e mesmo sem qualquer estudo técnico ou científico que corroborem esta afirmação, muitos culpam o transporte coletivo pela disseminação da doença nestas regiões, se esquecendo que a periferia foi contaminada pelos viajantes que não permitiram a quarentena para os seus funcionários e colaboradores, ou ainda, ludibriados pela certeza dada pelo maior governante, de que esta doença é apenas uma gripezinha.

 

Alguns países, França e Japão, fizeram estudos sobre o contágio da COVID – 19 e detectaram que menos de 2% dos casos tinham o transporte coletivo como fonte de contágio; em estudo recente a Universidade de PE também concluiu que o TPC não é indutor de contágio da COVID – 19. Aqui, na RMG, não temos um estudo sobre a disseminação desta doença, mas, considerando que hoje grande parcela dos nossos usuários do TPC são oriundos de 18 municípios, que temos uma queda de demanda na ordem de 60% e que os funcionários do TPC que contraíram esta doença, em sua maioria, não a contraíram trabalhando, entendemos que o transporte coletivo não pode ser considerado uma fonte propagadora desta pandemia.

 

A CMTC busca soluções para esta crise, está trabalhando para, em breve, ofertar uma nova operação do TPC, buscando amenizar um pouco as aglomerações nos terminais de integração, solicitando ainda ao usuário que utilize sua máscara e higienize sempre as mãos antes e depois de usar o transporte coletivo.

 

Benjamin Kennedy Machado da Costa

Engenheiro Civil

Presidente da CMTC

Observação: Este artigo foi publicado pela coluna Opinão do jornal O Popular ( Goiânia) com alteração em seu título original. Na edição do jornal, em 16 de agosto, o título veio com a afirmação “Não é culpa do transporte”. A CMTC esclarece que o objetivo do artigo redigido pelo presidente da CMTC, Benjamin Kennedy Machado da Costa foi o de despertar o leitor às reflexões sobre comportamentos e decisões tomadas neste momento de pandemia, e que afetaram diretamente o controle da disseminação do vírus. O serviço de TPC está inserido na engrenagem das cidades e não pode ser visto de forma isolada como vetor que mais contribui com o possível contato com a doença.

 

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